quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Poema para delirar

Estudo da Natureza para delirar uma pintura V
Luíza Maciel Nogueira

já perdi as contas das tantas vezes 
que tentei te delirar versos 
das infinitudes que nos cercam
ainda hoje não sei se sabes
mas o mundo é muito maior
do que podemos imaginar
é muito pouco ainda aquilo que te digo
por isso só silencio quando não mais existir
o tempo é demasiado curto
para silêncios meu bem
eu quero um dia chegar pelo menos perto 
de delirar uma árvore inteira
ainda é demasiado pouco 
o que tenho para te ofertar
o mundo é muito maior 
do que podemos imaginar

Luiza Maciel Nogueira



6 comentários:

Thales Rafael disse...

Minha poesia favorita de Drummond preconiza a mesma ideia: o mundo é enorme e nosso coração é insuficiente para abarcá-lo. A poesia tenta somente dar palavra aos sentimentos que não cabem em nós. Gostei muito dos seus escritos. Você tem uma grande sensibilidade, inclusive em seus desenhos e fotografias de ângulos inusitados. Adorei a ideia de delirar uma árvore. Não sei o porquê, mas elas me causam um enorme fascínio. Talvez seja a placidez anciã delas em observar tudo a revelia dos homens que vão e vem. E você, provavelmente está sempre olhando para um lado que passa despercebido para a maioria. Voltarei mais vezes, com certeza.

CÉU disse...

Olá, querida Luiza!

Grata por tua presença e palavras tão carinhosas lá no blog.

Foste tu que fizeste essa pintura, que encima teu fabuloso poema? Ah, dá para "delirar", dá (rs)!
O tempo é pouco, mto pouco para tudo aquilo k desejamos fazer e para aquilo que queremos dizer, sobretudo a quem amamos, mas um dia o mundo vai se "acertar", sem certezas, com certeza, mas até lá, teu "propósito" poético é fazer "delirar" algo ou alguém e tu vais conseguir, sim. Bale, como se diz em Língua Espanhola.

Beijos, bom final de semana e excelente mês de agosto.

Suzete Brainer disse...

O mundo é muito maior do que podemos imaginar,
mas sempre fica encantador descrito na bela
poesia assim!...

Luminoso e inspirador final de semana, Luíza!

Beijo.

dinapoetisadapaz disse...

Olá Luiza, vim agradecer sua gentil visita ao meu blog.
Gostei dos seus instigantes versos, da visão sobre o mundo tão pequeno e curto para adentrar no nosso imaginário, também gostei da metáfora "delirar uma árvore", seus versos esbanjam inspiração e talento.
Tenha um ótimo findi!
Bjs!

Agostinho disse...

Olá, Luiza
Há séculos que não abordava este cais. Vim no tempo certo pois prometes um mundo de delírio.
De_lírio eu na mão cresço na tua poesia.
Bjs.

SILO LÍRICO - Poemas, Contos, Crônicas e Outras disse...

Bonitos versos, Luiza!
Onde o amor é alegria,
É sonho, paixão, magia
Que em sonho se realiza

Posto no ar com a brisa
Suave em manhã fria
Perto do mar que irradia
O marulhar na divisa

Da realidade e o sonho
Suposto como o suponho
Ser à alma um alimento

Celestial e risonho
Com a ternura que a ponho
Na luz do teu sentimento.

Grande abraço. Laerte.